Massa:
45 g de fermento para pão
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de sopa de sal
3/4 de xíc. de água
4 xíc. de farinha de trigo
1/2 xíc. de óleo.
Dissolva o fermento com o açúcar, o sal e a água. Numa tigela grande, coloque a farinha. Faça uma depressão no centro, inclua a mistura do fermento e o óleo aos poucos e vá misturando tudo com uma colher de pau. Coloque o restante da água e amasse até obter uma massa de textura mole, elástica, mas que não grude nas mãos.
Se necessário, inclua mais água. Sove bem a massa por uns cinco minutos. Cubra com plástico, coloque um pano por cima e deixe crescer por uns trinta minutos ou dobrar de volume.
Pré-aqueça o forno a 300º (quente).
Pegue a massa crescida, pôr em superfície com farinha e abra-a em espessura fina. Corte rodelas de 7cm de diâmetro. (usei a boca de um copo).
Fonte: MAIS DE MIL RECEITAS VEGETARIANAS E VEGANAS COM PRODUTOS INTEGRAIS E NATURAIS
Rende aproximadamente 25 esfihas. Fiz meia receita e renderam 13.
Recheio:
1 xícara de PTS (proteína texturizada de soja)
meia cebola picada bem fininha
2 dentes de alho amassados
temperos a gosto (usei cominho, páprica, cheiro verde e pimenta calabresa)
Hidratar a PTS. Refogar com todos os temperos até incorporá-los
Colocar uma colher de sopa do recheio em cada esfiha e levá-las ao forno por cerca de 10 minutos ou até dourar.
Essa receita é para duas pessoas.
Ingredientes:
*200 gramas de farfalle
*meia cebola
*2 dentes de alho
*2 tomates
*um brócolis pequeno cortado em raminhos
*manjericão e sal à gosto
Em uma panela ferver água com sal o suficiente pro cozimento da massa. Para quem tem dúvidas quanto à quantidade, para medir, pegue um prato raso (onde será servida a massa)e forre ele com a mesma. Um prato coberto de massa crua rende dois de massa cozida. Essa medida serve pras massas de corte curto (penne, farfalle, fusilli). Cozinhar o macarrão al dente.
No liquidificador, bater a cebola até ficar picadinha. Acrescentar o tomate sem o o umbigo cortado em gomos. Eu particularmente não tiro nem a casca nem as sementes, mas se preferir, pode fazê-lo. Bater até formar um molho.
Em uma panela refogar o alho até dourar. Acrescentar o brócolis e refogar pra amaciar, por fim, adicionar o molho de tomate e temperar com sal e manjericão à gosto.
Juntar a massa ao molho, misturar e servir.
Bom, depois de uma semana sem postar porque o WordPress simplesmente não aceitava que eu colocasse imagens, consegui atualizar o blog!
Ingredientes da massa:
*2 1/2 xícaras de farinha integral
*1 colher de sopa de fermento
*2 bananas cortadas em rodelas
*4 colheres de granola ou aveia emflocos
*canela em pó
*um pitada de sal
*4 colheres de açúcar
*2 1/2 xícaras de água
caramelo:
*3 colheres de água
*6 colheres de açúcar
Em uma forma redonda com furo no meio, colocar o açúcar e a água do caramelo, levar à boca do fogão acesa e deixar derreter e dourar. Quando terminar, dispor as bananas pela superfície do fundo da forma. Sobre as bananas espalhar a granola ou aveia. Polvilhar com canela à gosto.
Em um liquidificador, bater o trigo, a água, o sal e o açúcar. Por fim, acrescentar o fermento e misturar suavemente. Derramar a mistura sobre as bananas na forma.
Levar o bolo ao forno quente, abaixar a temperatura pra 200º a 230º e assar por cerca de 1 hora. Esperar 15 minutos pra desenformar.
Obs: Receita inspirada na receita “bolo de banana d’água com açúcar mascavo derretido”, pág 312 do livro Cozinha Vegetariana de Caroline Bergerot.
Sabe quando você faz o strogonoff da receita abaixo, faz arroz demais e sobra pro outro dia? Essa receita é ótima pra reaproveitar alimentos!
Ingredientes:
*1/2 cebola
*2 xícaras de arroz integral
*3 colheres de sopa de molho shoyo
*3 colheres de farinha de trigo
*temperos a gosto (coloquei apenas cheiro verde e pimenta do reino)
Preparo:
Bater a cebola no liquidificador até ficar bem picada. Acrescentar o arroz e o shoyo, que ajudará a umedecer o arroz e bater mais rápido. O arroz não precisa ficar completamente processado. É interessante para a textura que parte dele fique bem moída e uma parte (menor) ainda tenha pedaço inteiros. Tranfira a mistura pra uma tigela e acrescente a farinha de trigo e os temperos e misture bem. A farinha ajuda a moldar os hambúrgueres na mão. Se achar que mais farinha é necessária, acrescente.
Molde os hambúrgueres na mão e frite em frigideira quente com pouco óleo. Ainda vou testar fazer assados. Quando fizer, eu atualizo esse post.
Variações: Se quiser, pode acrescentar um ou dois dentes de alho à massa. O hambúrguer tb pode ser feito com outras sobras, como feijões, lentilhas ou grão-de-bico cozidos.
Strogonoff é sempre uma comida fácil de fazer e que fica uma delícia! Cada pessoa costuma desenvolver sua versão e a minha se criou ao longo de anos até chegar a como é hoje. Segue abaixo:
Ingredientes para 4 pessoas:
*3 a 4 xícaras de PTS (Proteína texturizada de soja) graúda(é aquela maior, em forma de bolinhas) (às vezes eu faço mais, pra sobrar pro outro dia. ehehe)
*1/2 cebola picada miudinha
*3 dentes de alho amassados
*1 pimentão cortado em tirinhas (opcional, mas dá um gostinho diferente)
*1 caixa de creme de leite de soja
*3 a 4 colheres de molho de tomate
*shoyo
*água
*cominho
*páprica doce
*cheiro verde desidratado
*pimenta calabresa
1º Hidratar a PTS
A proteína de soja graúda é conhecida por ser mais difícil de hidratar. O meu macete é o seguinte: coloque ela em uma tigela ou recipiente adeqüado para microondas. Cubra com um molho feito metade com água e metade com shoyo. Leve ao microondas por um minuto. O nível do líquido vai descer um pouco. Complete o que está faltando para cobrir com água, e leve novamente ao microondas por 1 minutos. Deixe descansar. O calor do líquido amolece a PTS e ajuda ela a absorver o tempero do shoyo e hidratar. Quanto maior o tempo de descanso, mais gostosa fica.
2º Pra panela!
Em uma panela, refogue o alho até dourar. Em seguida acrescente a cebola e o pimentão cortadinhos. Deixe dourar e amaciar. Quando estiver dourado, acrescente a proteína de soja já escorrida, sem o molho. Ela vai soltar um pouco de água. Deixe refogar. Quanto mais refogar, mais ela fica macia. Nessa altura do preparo, eu adiciono um pouco de páprica doce (para dar cor), cominho (moderadamente) e cheiro verde desidratado, porque ela absorve os sabores enquanto refoga. Quando estiver quase seco, acrescente as colheres de molho de tomate e misture bem. Para saber a quantidade certa, é só pôr o suficiente para dar cor sem cobrir a soja. Prove o sal. Geralmente não é necessário acrescentar sal, por causa do shoyo. Por fim, adicione o creme de leite de soja e a pimenta calabresa e misture bem. A pimenta calabresa dá um toque picante diferente ao sabor do molho. Se ele estiver muito grosso, pode ser adicionado um pouco da água com shoyo da hidratação da soja.
Desde que eu comecei a gostar de cozinha, lá pelos meus 15 anos, tortas de maçã são minha paixão. Já fiz umas 7 ou 8 receitas diferentes, sem brincadeira. Nem parece que algo tão simples possa ter tanta variação. Fechada, aberta, com creme, sem creme, massa de aveia, de bolacha, de farinha e por aí vai. Mas essa que postarei abaixo é disparada a mais simples e rápida.
*2 Pacotes de bolacha maisena
*8 colheres de creme vegetal
*6 maçãs médias
*Açúcar e canela à gosto
*Limão
Esfarelar as bolachas em uma tigela, até virar um tipo de farinha. Acrescentar o creme vegetal e amassar bem até ficar homogêneo. Forrar uma forma com fundo removível com a massa (fundo e lateral). Descascascar as maçãs, cortar ao meio, retirar as sementes e cortar em fatias finas. Acrescentar açúcar e canela à gosto e limão à gosto e misturar bem. Forrar a massa da torta com essse recheio e levar ao forno pré aquecido em temperatura média (200º) até as maçãs ficarem macias.
Receitinha super rápida (fora o tempo de congelador)
*1 caixa de creme de leite de soja
*1 lata de leite condensado de soja
*passas a gosto
*Rum
Colocar as passas de molho no rum pelo menos um dia antes, pra deixá-las “curtir” o sabor. Misturar os dois primeiros ingredientes, acrescentar as passas e umas cinco colheres de rum. Levar ao congelador. até pegar consistência.
Eu vou ser obrigada a interromper a seqüência de filmes do Oscar 2009 que estava preparando e postar sobre esse filme, que assisti com meu irmão, sob recomendação dele, no domingo.
Para começar eu devo dizer que não costumo gostar de musicais. E esse filme é um musical. Mas com um diferencial: todas as canções são dos Beatles (são cerca de 30) e inúmeras outras referências a eles, como nomes de personagens, locais, entre outros. A diretora, Julie Taymor, é a mesma de Frida, onde ela já mostrou apuro visual no resultado final.
Os protagonistas são Jude e Lucy, um jovem operário de Liverpool que vai aos Estados Unidos em busca do pai e uma menina de classe média alta que resolve ir pra Nova York ficar um ano com o irmão, por causa da morte do namorado no Vietnã, respectivamente. A história de ambos se entrelaça porque Jude descobre que seu pai não é um professor universitário, como acreditava, e sim um faxineiro. E na universidade onde seu pai trabalha conhece e torna-se amigo de Max, irmão de Lucy. Os dois resolvem morar em Nova York e depois Lucy junta-se a eles. O filme retrata o período de maneira efervescente, abordando temas como hippies, o movimento anti-guerra, black power, beatniks, esquerdistas, contra-cultura e uma boa dose psicodelia. Mais tarde, Max também é convocado para a guerra. Ao mesmo tempo que os personagens se unem na cidade grande, se fastam por seus diferentes interesses. Jude descobre a arte como forma de expressão e Lucy, as manifestações políticas. Um dos pontos altos, para mim, foi a música Strawberry Fields Forever, quando Jude, irritado com o engajamento de Lucy, entra em uma “catarse artística” pollockiana e faz uma série de obras envolvendo morangos, enquanto Max luta no Vietnã. Essa passagem ainda é uma referência ao “quinto Beatle”, Stuart Sutcliffe, que desistiu da banda quando eles ainda não faziam sucesso e se apresentavam na Alemanha, para seguir carreira como pintor expressionista abstrato.Abaixo a cena:
Os figurinos são competentes a as coregrafias, nas partes em que existem, são muito bem feitas. Todo o visual é apurado e as músicas se encaixam na história perfeitamente, não sendo um mero adorno ao roteiro. As partes mais surrealistas enchem os olhos. As participações especiais foram interessantes: Joe Cocker interpretando um mendigo, um cafetão e um hippie (detalhe pras mãos dele que ainda tremem 40 anos depois do Woodstock!), Bono Vox, como Dr. Robert, um hippie que viaja num ônibus cheio de gente estranha pelo país, e Salma Hayek como enfermeira. A música que Joe Cocker canta, aliás, foi uma das melhores interpretações do filme, na minha opinião. Abaixo Come Together na voz de Joe Cocker:
Confesso que uma parte do meio do filme ficou um tanto quanto enfadonha: a parte do Bono. Psicodolia desnecessária e que nada acrescentou à história. E uma personagem, Prudence, também não acrescentou nada à história, sendo visivelmente uma desculpa para tocar Dear Prudence. Mas fora esses dois detalhes, o filme manteve o ritmo e se mostrou muito bom. Se a espectador não conhece as músicas dos Beatles, pode ficar um pouco desconfortável. E se for Beatlemaníaco, vai amar sem ressalvas. É uma belíssima homenagem ao quarteto de Liverpool.
Sir Paul McCartney assistiu o filme em sessão fechada e aprovou. Quem sou eu pra discordar dele?
Milk é um filme impressionante. Não é um blockbuster, não tem um elenco cheio de estrelas e nem uma história conhecida a ser contada. Mas ele se sustenta, surpreende e por fim, cativa. Sean Penn, como protagonista, como sempre foi um show à parte. Atuação realmente impecável.
Um pouco sobre a história (provável zona de spoilers): Harvey Milk (Sean Penn) tinha 40 anos e trabalhava em Wall Street quando conheceu um jovem, Scott e resolve fugir com ele para São Francisco, assumindo sua homossexualidade. Ele abre uma loja de artigos fotográficos e acaba por se tornar referência entre os gays da cidade. O filme retrata sua trajetória ao longo de 6 anos, culminando com sua eleição para o cargo de Supervisor (seria como um prefeito de sub-prefeituras, distritos da cidade) e sua participação ativa em campanhas pelos direitos do homossexuais.
A reconstituição dos acontecimentos da época, o figurino e mesmo inserção de filmagens reais ou envelhecimento de filmagens feitas para o filme, tudo isso compõe um conjunto harmônico. Ele se infiltra em várias questões do panorama político da época, sem com isso, ficar chato. Além disso, mostra como Milk, como ninguém, conseguiu unir interesses (gays, idosos, mulheres…) e colocá-los a seu favor, além de perceber como os homossexuais, organizados, poderiam ter representatividade tanto como consumidores quanto como cidadãos.
Mas no final das contas acho que o que mais me fez gostar do filme, é que se trata de uma mensagem de esperança. Podemos ficar indignados com muita coisa que vemos contecer ali, mas percebemos que nem tudo mudou, ainda mais no interior do interior desse nosso atrasado Brasil. Essa semana ainda eu li, em um fórum, um artigo sobre “gaymers” e jogos com conteúdo homossexual. O artigo era ilustrado com cenas de beijos e nada mais. Mesmo assim na página de comentários havia quem pedisse que o artigo fosse taxado com sendo “conteúdo inapropriado para menores de 16 anos”. (Mas um beijo hétero é classificação livre, não é?). Obviamento o site não alterou a classificação e pipocaram comentários de pessoas falando “eu odeio gays, mas respeito”. Que tipo de “respeito” é esse que se mistura com ódio? No filme, Milk encoraja os gay a “saírem do armário”(sic), afinal naquela época tantavam aprovar leis em que professores gays poderiam ser demitidos de seus cargos e locatários gays, expulsos de suas casas pelos proprietários, além de muitos serem assassinados durante a noite, até mesmo por policiais. Hoje em dia podemos pensar que essas coisas melhoraram, mas se pensarmos bem,não foi tanto assim. Casais homossexuais ainda não podem se casar legalmente na maior parte do mundo, nem adotar filhos. Muitos direitos ainda não estão assegurados, como o de receber a herança de seu companheiro. E a maioria ainda continua tendo problemas para assumir quem realmente é, mesmo para sua família. O preconceito é mais velado, mas ainda existe. E é inconcebível que um cidadão como outro qualquer não tenha os mesmos direitos que os demais assegurados pela constituição.
Acabei me estendendo um pouco e não falando tanto do filme. Mil perdões! Mas é um daqueles filmes que se comentar demais, conta-se a história toda. Enfim, vale a pena assistir. Um filme marcante e inspirador!
Minha nota: 9,5
Nota no IMDB: 8,1 (A nota do IMDB pode estar “baixa” porque muita gente critica o conteúdo homossexual do filme. No fórum há muitas discussões e homofobia explícita)